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Animador de Equipa

  • É aquele que anima, que estimula, que faz agir e que deve ao mesmo tempo ser educador.
  • Tem ao seu cargo todo a dinamização do acampamento, usando a sua criatividade, estimulando e valorizando a criatividade dos participantes.
  • Deve estar consciente que vai “proporcionar” um acampamento de férias e não apenas gozá-lo.
  • O que realmente importa, mais do que palavras, é o exemplo e a disponibilidade.
  • É-lhe exigido um conhecimento razoável de si próprio, de modo a saber quais as funções onde pode dar o seu melhor. Também lhe é pedida uma grande responsabilidade, quer pelos seus actos, quer pelos actos dos participantes.
  • Deve ter um enorme gozo naquilo que está a fazer.
  • Deve saber trabalhar em equipa, ter uma boa capacidade de relações humanas, alguma criatividade e sentido de responsabilidade.
  • É um modelo para os participantes, especialmente para a sua equipa. O seu exemplo vale muito mais do que o que diz.
  • Não é preciso que seja culto ou maduro, é preciso que seja ele próprio.
  • Dá os “instrumentos” para que os participantes possam fazer as coisas.
  • Não deve ter um “modelo de animador”, ao qual se submete, nem querer cair nas boas graças dos participantes.

-Deve ser observador: saber pescar os talentos que há em cada participante.

  • Deve vigiar, mas dar uma certa liberdade – não abafar. Não estar sempre “em cima”.

  • Deve esquecer os seus problemas e entregar-se aos outros.

  • Deve ser incansável; não pode ser preguiçoso; vai buscar energias que nem sabia que tinha.
  • Deve ser equilibrado entre o saber brincar, e o saber estar sério. Nem só uma coisa nem outra.
  • Deve explicar as coisas e não fazer segredo delas, para que os participantes saibam o que se pede deles.
  • O animador leva a seu “bagagem” de casa, aquilo que de si pode transmitir.
  • Na altura das lavagens e preparação das refeições, deve ter a iniciativa de fazer as tarefas com os participantes para a mamã e a tia terem tempo para conhecer melhor os outros participantes. Deve também coordenar e ajudar no servir das refeições.
  • É o “executivo”, o que leva à prática os objectivos da direcção e do próprio acampamento.
  • Ocupa-se de uma equipa de participantes, ficando responsável por ela; deve estar atento aos seus problemas e questões.
  • O animador deve esforçar-se ao máximo para que as ideias sejam todas da equipa, e tentar que o seu papel seja só o de orientar.
  • Um animador, tal como o nome indica, deve funcionar como o que anima, o que estimula, o que faz agir e deve ao mesmo tempo ser educador. Ora se a falta de ideias é por mera preguiça dos participantes, o animador deve espicaça-los, sem no entanto dar ideias. Se é por discórdia total do grupo, o animador deve procurar, em último caso, o meio-termo da questão. Quando é por falta de interesse no tema deve-se procurar um tema parecido ou em alternativa centrar a discussão no motivo da falta de interesse. Quando é por afastamento do tema central deve-se reconduzir a discussão, a não ser que esta esteja a ser mais interessantes. Tudo isto requer muita intuição do animador, mas de qualquer modo deve-se deixar sempre seguir o rumo de toda a equipa e nunca de um ou outro elemento.
  • Os animadores de equipa são, como é óbvio, os que estão mais próximos dos participantes já que passam mais tempo com eles. È positiva a ideia do clubismo que às vezes se forma à volta de uma equipa, no entanto, os animadores de equipa têm que ter presente o facto de o acampamento ter mais 36 participantes ou mais, e não apenas os seis ou sete da sua equipa.
  • Um animador de equipa para desempenhar bem a sua função não tem necessariamente que ter imensas ideias giríssimas que levam a sua equipa a fazer coisas espectaculares. O importante é puxar pela equipa de modo a que as ideias sejam, o máximo possível, deles, dentro de uma certa coerência. Há que manter a equipa unida evitando que haja disputas e principalmente há que puxar pelos mais “apagados” de modo a que estes não desapareçam na sombra dos mais “vivos”.
  • É uma pessoa rica em recursos…Não é necessário ser o senhor perfeito, nem a pessoa que sabe fazer tudo, chegam alguns talentos e riqueza humana para dar. Não é uma pessoa que espera que o animem, mas sim uma espécie de fermento, na experiência e dinâmica de um grupo.
  • Há o perigo de falhar, caso o animador esteja muito cansando ou “carregado” de trabalho, perdendo aquela energia que teria para desencadear a equipa. O que mais importa, mais do que as palavras, é o exemplo, a disponibilidade, e tantas outras virtudes. Virtudes humanas numa vida de fé a nível do testemunho e da vivência. O animador não pode ser uma pessoa que venha trazer instabilidade e interrogações acerca da fé.

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Outros nomes: Animadora de Equipa · Animadores de Equipa

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